2009/09/01

Tranquilidade... (aquela tipo Paulo Bento)

Hoje estou tranquilo...
Nada fica por explicar... tudo tem lógica e acabemos com os misticismos :)
E como não minto, digo com todas as letras - Fico triste...
Lamento a falta de sinceridade.
Lamento a falta de comunicação.
Lamento que as pessoas não saibam dizer aquilo que lhes vai na alma.
Lamento que não tenham a coragem para dizer aquilo que realmente se passa.
Lamento que não forneçam repostas quando as perguntas são feitas.
Mas algo eu sei... adoro quando tenho razão e, efectivamente, sei observar... interpretar...analisar. Efectivamente, em grande parte, não me engano(duvidas tenho... pois não sou como o nosso PR).
Fico triste porque merecia maior consideração mas, ainda assim, aguardo pela coragem de dizer o que ficou por dizer.
E sim! É um post totalmente direccionado :)
E não! Não estou a reclamar!
E sim! Espero que toda a gente fique a pensar.

2009/08/23

Não foste?

Vais..

Eu teria que por esta... apesar de não ser das que mais gostas ;)





Anda fuma um cigarro ;)

2009/08/18

Não digam que não vos avisei...

Hoje, andava eu às compras, quando me deparo com o seguinte cenário.



Depois de ver isto fico a pensar de onde virá a expressão: "Bimbo! Com muito gosto."

Já sabem cuidado com o pão bimbo...

Andava parvo?!

Já o disse a muita gente e toda a gente fica espantada.
Mas é... andava parvo!
A bem dizer, nem sequer andava de forma alguma...
Recorrendo a termos informáticos, decidi aproveitar estas férias para fazer um "reboot" cerebral.
Traduzindo.
Desliguei literalmente o cérebro durante uma boa quantidade de dias, parei de pensar, desliguei do mundo, sensações, tormentos...de tudo. Limitei-me a a sobreviver (salvo raras excepções pois existe sempre alguém que te força a acordar e a sair desse tal estado letárgico). Algumas destas vezes, confesso, souberam mesmo muito bem! :D
Engraçado como isto, nos humanos, não é tarefa fácil. O processo de despertar ganha contornos complicados pois o cérebro torna-se preguiçoso, acomoda-se e recusa-se a reagir.
A esta hora presumo que estará tudo a pensar - Pronto! Deu a volta! Passou para o lado negro da força! Em suma, está maluco.
Pensem o que quiserem, muito sinceramente, não me interessa.
Digo o que penso. E não, não é convicção... é feitio.
Precisava de o fazer.
Até estas férias(coisa que já não sabia o que era há três anos) andei a viver tudo muito intensamente, forcei-me a isso. Passado, presente e futuro misturavam-se constantemente e sem grande capacidade de os distinguir. Vivi dramas passados - aquelas cordas que vão ficando soltas. Senti ausências, muitas, e bem fortes. Simplesmente não havia planos. Não digo que estes já existam mas é o caminho que quero seguir e alguns já se vão delineando.
Precisava disto...
Veremos se será bem feito.
Este acordar gradual obriga-nos a olhar para o mundo e para nós de uma outra forma. Perceber o que se quer e o que está mal. Ver onde falhámos e onde poderemos falhar. No fundo é um repensar de bases curtas, um pensar calmo, sem grandes euforias ou decisões a quente.
Guardei também para este despertar a abertura da minha caixa negra, isto é, aquele sitio para onde se guardam textos e cartas de uma vida. Vou relendo cartas que troquei, sentimentos que partilhei. Hoje acabei por dar especial atenção aquelas relativas à minha passagem, como estudante, por Aveiro. Verifico que em certos aspectos as sensações não mudaram. Leio alguns textos e verifico que não mudei assim tanto... simplesmente já não me reconhecia.

Sabe bem!

Encontrei também um poema curioso, possivelmente de quando frequentava o meu nono ano, pois a letra ainda é de primária e, convicto de ideias como sou, decidi mudá-la no décimo(lembro-me de demorar duas vezes mais a escrever uma frase... algo sempre bom nos testes... lembro-me de os professores implicarem...). Facto engraçado foi este poema estar rodeado de um conjunto de jogadores do CM (para os mais incultos... championship manager) - James Debbah(Anderlecht), alguém me sabe dizer em que CM é que comprávamos este jogador?


Perdido do mundo
Perdido na vida.
Caído no poço sem fundo
Adormecido num sono profundo.

Quis acordar,
tentei encontrar
E então descobri
O podre que há em mim!

Contra o sono lutei
mas, mais uma vez, fracassei
e de novo, o mal, tão cru e duro...
tomou posse do meu corpo impuro


A adolescência no seu melhor :D

2009/07/30

Fechado para férias

Antes de mais peço desculpa pelo facto de ainda não ter teminado o post anterior mas, a cabeça tem andado feita em água e não tem havido a minima vontade. Fica para depois...

Agora vou de férias...
Beber minis, apanhar sol, fazer castelos de areia, beber minis(já tinha dito?), tirar fotografias e, o mais importante, largar o stress, computadores, pressões e tudo... e tudo.

Estou oficialmente de férias! Adeus. Até uma próxima.

Boas férias para todos.

Deixo duas músicas que me transmitem a sensação de verão e férias. Ambas ligadas à minha estadia Aveirense mas com 10 anos de distância.





Abraços e beijos.

2009/07/17

Fashion e a insustentável estupidez do Ser

Hoje acordei invadido por um espírito “fashion”. Saí da cama, olhei-me no espelho, e disse – “Rapaz! Tu hoje vais às compras e, amanhã, ofuscarás toda a gente com o teu brilho”. Não fui. Fui trabalhar. (a continuar, por dificuldades técnicas fui impedido de continuar este post)

2009/07/14

Ainda há alguém com mania de reclamar?

Ando com ganas de artista,
Ganhar outro olhar
E vontade de criar.
Ando com o espírito do Pacheco
Mau feitio e ativista
Brinco aos escritores
Mas sem tempo para ler.
Sonhos de político,
Mas sem perfil para filho da puta.
Pretensões de empreendedor e inovador,
Mas, no fundo, visto como idiota ou sonhador.
Estou farto,
Contagiado,
Farto da inércia
E farto de lhe resistir.
Farto.
Vou tornar-me um acomodado,
Como todos.
Já não quero guiar,
É mais fácil ser guiado.
Já não quero pensar,
É mais fácil ser levado.

Três vivas aos rebanhos!
Três vivas para a sociedade!

Agir? Para quê?
Se és sempre mal interpretado…
Sincero? Para quê?
És visto como falso ou, no melhor,
Como parvo.
Directo? Ui…
Nem sequer falo…
É como vos digo.
Os cravos já lá vão.
Já ninguém luta,
Já ninguém quer.
Tudo espera,
Tudo existe…
Tudo subsiste…
Mas ninguém vive.

Isto de ser tudo
E, a bem dizer nada,
Acaba por cansar.
Já estou cansado.
Cansado, fico fraco.
Isso...Sei que não sou. Não quero ser…
Prefiro andar apagado.
Mas vocês continuem a esperar….
Que eu, agora,
também fico a aguardar.