http://portugalglobal.blogspot.com/2011/05/os-portugueses-do-club-bilderberg.html
Como ainda não consegui descortinar bem o que se passa... continuo a insistir nas teorias da conspiração...
Claramente os media só nos mostram e dão enfase aquilo que querem que nós saibamos...
São dispersadores de atenção... para o quê também não sei... e por isso entretenho-me com as teorias da conspiração e em descobrir por onde é que a fractura se vai dar...
A teoria da marioneta cada vez me faz mais sentido, alguém anda a puxar cordelinhos.
O muito me engano o numa realidade bem próxima começar-se-á a discutir a liberdade de expressão na internet ou um google "controlado" para puxar resultados para baixo.
Se um facebook pode conduzir a revoluções como as que aconteceram no egipto e libia... mais vale prevenir...
Mas pronto, "O povo é Sereno!"
Deixei este link mas há muitos mais por aí... este pareceu-me bem completo.
Maçonaria ao poder! Ou já por lá andará há muito tempo? :P
2012/01/03
2011/11/02
O jeito que agora dava uma quintinha ali para o interior...
Pois é amigos... agora este volte face do primeiro ministro grego...
Conjectura estranha... Estranho por dois motivos: Primeiro. Como raio é que os restantes lideres europeus foram apanhados desprevenidos? Segundo, porque razão, estando um acordo tão próximo,o senhor Papandreou, decidia passar agora para as mãos do povo esta batata? Risco de um golpe de estado? Humm não me cheira, esta parece-me mais uma medida para dispersar atenções...
Não consigo perceber porque razão, estando a Grécia endividada, continuou ao longo destes anos a comprar material bélico. A maior parte dele à França e Alemanha que tanto criticam o endividamento...
Deixo dois links:
http://www.spiegel.de/international/europe/a-792189.html
http://www.youtube.com/watch?v=wg5SU_bDNsA (este videozinho antigo que já na altura me impressionou pela transparência e coragem do protagonista)
Puxando ao meus galardões de teórico da conspiração faço a seguinte pergunta:
A Turquia e a Grécia não andaram à paulada no último século? Não existe desde aí uma certa crispação entre estas duas nações?
A vitória de um partido islâmico na Turquia não criou um certo azedume na União Europeia?
Deixo mais dois artigos:
http://laudaamassada.blogspot.com/2011/04/o-governo-esta-destruindo-fragil.html
http://www.midiaamais.com.br/cultura/2123-tratado-de-lisboa-o-fim-da-europa-se-aproxima
Toda esta revolta no norte de África... O povo islâmico a revoltar-se contra "lideres" ditadores facilmente corrompidos pelos regimes(gosto de lhes chamar assim) capitalistas... Não sei o que isto vai dar...
http://queremos-mentiras-novas.blogspot.com/2011/02/norte-de-africa-efeito-domino-e.html
Uma grécia supostamente enfraquecida, fora da união monetária europeia(ou mesmo o fim do EURO) pode cria um certo azedume na própria união europeia... e se a Turquia resolver aproveitar o momento? Atacar a Grécia? Pois claro... temos aqui a desculpa perfeita e, caros amigos, a terceira guerra mundial...
Só sei que cada vez mais sinto que há muita coisa escondida e uma forte tentativa de esconder e desviar atenções
Foi mais uma teoria da conspiração...
Conjectura estranha... Estranho por dois motivos: Primeiro. Como raio é que os restantes lideres europeus foram apanhados desprevenidos? Segundo, porque razão, estando um acordo tão próximo,o senhor Papandreou, decidia passar agora para as mãos do povo esta batata? Risco de um golpe de estado? Humm não me cheira, esta parece-me mais uma medida para dispersar atenções...
Não consigo perceber porque razão, estando a Grécia endividada, continuou ao longo destes anos a comprar material bélico. A maior parte dele à França e Alemanha que tanto criticam o endividamento...
Deixo dois links:
http://www.spiegel.de/international/europe/a-792189.html
http://www.youtube.com/watch?v=wg5SU_bDNsA (este videozinho antigo que já na altura me impressionou pela transparência e coragem do protagonista)
Puxando ao meus galardões de teórico da conspiração faço a seguinte pergunta:
A Turquia e a Grécia não andaram à paulada no último século? Não existe desde aí uma certa crispação entre estas duas nações?
A vitória de um partido islâmico na Turquia não criou um certo azedume na União Europeia?
Deixo mais dois artigos:
http://laudaamassada.blogspot.com/2011/04/o-governo-esta-destruindo-fragil.html
http://www.midiaamais.com.br/cultura/2123-tratado-de-lisboa-o-fim-da-europa-se-aproxima
Toda esta revolta no norte de África... O povo islâmico a revoltar-se contra "lideres" ditadores facilmente corrompidos pelos regimes(gosto de lhes chamar assim) capitalistas... Não sei o que isto vai dar...
http://queremos-mentiras-novas.blogspot.com/2011/02/norte-de-africa-efeito-domino-e.html
Uma grécia supostamente enfraquecida, fora da união monetária europeia(ou mesmo o fim do EURO) pode cria um certo azedume na própria união europeia... e se a Turquia resolver aproveitar o momento? Atacar a Grécia? Pois claro... temos aqui a desculpa perfeita e, caros amigos, a terceira guerra mundial...
Só sei que cada vez mais sinto que há muita coisa escondida e uma forte tentativa de esconder e desviar atenções
Foi mais uma teoria da conspiração...
2011/09/29
Roubini
Já há muito que não escrevia. Hoje deu-me para isto. Claramente as motivações são outras mas um mesmo desconforto. Hoje, o desconforto, é para com tudo o que vivemos.
Vejo uma eminente queda do euro e, se o euro cai, digam olá à terceira guerra mundial. Espero estar enganado. Espero que esteja num filme catastrófico e que claramente esteja a interpretar mal os sinais. Está tudo muito difuso, a informação chega toda muito difusa. Depara-mo-nos com várias máscaras - quem é o Obama? Onde está o khadafi? Porque razão as noticias da Líbia nos chegam agora cada vez mais faseadas? Porque só agora foi morto o Bin Laden? Porquê a pressa em livrarem-se do corpo?
A pior das perguntas: Porque razão o mar está tão calmo quando toda a economia ameaça ruir?
Sabem aquela sensação que antecede a trovoada... aquele calor mórbido que não se sabe muito bem de onde vem, aquela agitação de passarada que nos perturba a atenção...
É o que sinto hoje.
Vejo muita coisa dispersiva de atenção. Os media estão constantemente a bombardear-nos com assuntos que rapidamente perdem importância(não serão eles também bombardeados?). Que raio se passa aqui? Levo guarda-chuva ou não? Não vejo as nuvens... mas será que vem aí a tempestade? Onde raio está este mar para que eu perceba se as gaivotas o abandonaram.
Porque raio todas as soluções conduzem a novos problemas? Porque raio interessa "secar" certos países?
Claramente perceberam que o conteúdo deste texto está recheado de interrogações.
Claramente dita o estado de espírito do autor.
Claramente nada vejo mas, o que sinto, assusta-me.
Para terminar... o bom de um jogo de xadrez, é o facto de vermos todo o tabuleiro. O nosso e o do adversário. A porra no meio de tudo isto... é que eu só consigo identificar os peões e, ainda assim, não sei quais são os meus.
Vejo uma eminente queda do euro e, se o euro cai, digam olá à terceira guerra mundial. Espero estar enganado. Espero que esteja num filme catastrófico e que claramente esteja a interpretar mal os sinais. Está tudo muito difuso, a informação chega toda muito difusa. Depara-mo-nos com várias máscaras - quem é o Obama? Onde está o khadafi? Porque razão as noticias da Líbia nos chegam agora cada vez mais faseadas? Porque só agora foi morto o Bin Laden? Porquê a pressa em livrarem-se do corpo?
A pior das perguntas: Porque razão o mar está tão calmo quando toda a economia ameaça ruir?
Sabem aquela sensação que antecede a trovoada... aquele calor mórbido que não se sabe muito bem de onde vem, aquela agitação de passarada que nos perturba a atenção...
É o que sinto hoje.
Vejo muita coisa dispersiva de atenção. Os media estão constantemente a bombardear-nos com assuntos que rapidamente perdem importância(não serão eles também bombardeados?). Que raio se passa aqui? Levo guarda-chuva ou não? Não vejo as nuvens... mas será que vem aí a tempestade? Onde raio está este mar para que eu perceba se as gaivotas o abandonaram.
Porque raio todas as soluções conduzem a novos problemas? Porque raio interessa "secar" certos países?
Claramente perceberam que o conteúdo deste texto está recheado de interrogações.
Claramente dita o estado de espírito do autor.
Claramente nada vejo mas, o que sinto, assusta-me.
Para terminar... o bom de um jogo de xadrez, é o facto de vermos todo o tabuleiro. O nosso e o do adversário. A porra no meio de tudo isto... é que eu só consigo identificar os peões e, ainda assim, não sei quais são os meus.
2011/09/02
Que música ouves?
Para mim, a música, sempre esteve ligada ao estado de espírito. Mas nunca imaginei que me fosse apetecer ouvir isto. E curtir! Acho que é mesmo o berro interior! Vamos para a rua! Vamos correr com a escumalha! Time for Mad Max!
Amanhã vai ser a minha banda sonora no trabalho.
Amanhã vai ser a minha banda sonora no trabalho.
2011/05/18
Os parvos estão no trono
Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão
Os sogros estão pobres
Os pobres estão mortos
Os mortos são vivos em preservação
O bairro está cheio
As cheias estão à porta
O António das chamuças mudou de canal
Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal
Os loucos estão parvos
Os parvos estão no trono
O trono que era bênção fez-se maldição
Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão
Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal
Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal
Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai
Os Loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão
Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão
Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal
Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal
Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avó do pai
2011/01/28
Confiante
Confiança. Termo estranho. Assunto difícil.
Adoro confiar. Confiar nas pessoas. Confiar na vida. Confiar na boa sorte. Confiar na má sorte. Confiar em tudo e sobretudo na desconfiança. Quando desconfio dificilmente ganho confiança. Sou um gajo duro. Um gajo camaleão, estrábico… zarolho. Olho em frente mas um dos olhos insiste em olhar para o lado. Vou a direito mas sempre à espera da curva. Não sou apanhado desprevenido ou pelo menos nunca fui. Sei com o que conto, com quem contar e para onde ir. Adoro dar a confiança, desconfiada.
Um povo contente, o rei sorri, o presidente acena, todos dizem sim, eu assisto. Observo um povo que segue a manada. Observo um rei de cara congelada (só sabe rir). Vejo uma mão do presidente a acenar e outra a fazer figas. Pergunto-lhes porque dizem sim respondem-me porque sim.
Eis que chega outro Rei. Tem um sorriso mais branco. Eis que chega outro Presidente. Tem um acenar mais vigoroso. O povo vira costas, segue a manada. Todos começam a dizer não, para dizer sim aos novos rei e presidente.
Pois. A confiança não se conquista assim. A verdadeira confiança não se conquista assim. Num só gesto, num só sorriso. É um todo. Um saber estar, gerir, lidar, apoiar e confiar…
Eu gosto de ver todos estes reis, todos estes presidentes e todos os hipócritas. Eu não estou lá. Sei o que é a confiança e sei dá-la a quem a merece. Truques de quem observa, de quem lê. De quem dá espaço para que cada um deles caia. É esso o truque de saber em quem confiar. É ser idiota, parecer idiota… Ser paciente, deixar ir e correr... O tempo não mente e o mais fraco é aquele que se acha forte. Dá-lhe a força. Quando ele perceber o quão fraco é já será tarde demais para reagir.
Eu sou assim:
Sei que confio em quem me dá razão para isso.
Sei que dificilmente me conquistam a confiança.
Sei que raramente me engano na desconfiança.
Adoro a confiança que me dá o saber confiar e desconfiar.
Adoro confiar.
Adoro ter gente em quem posso confiar.
Adoro mandar à merda aqueles em quem não confio.
E, aquele em quem não confio, jamais me conseguirá agarrar.
Hoje estou:
Cansado. Agastado. Agoniado. Demasiada confiança já me deu a volta ao estômago.
Adoro confiar. Confiar nas pessoas. Confiar na vida. Confiar na boa sorte. Confiar na má sorte. Confiar em tudo e sobretudo na desconfiança. Quando desconfio dificilmente ganho confiança. Sou um gajo duro. Um gajo camaleão, estrábico… zarolho. Olho em frente mas um dos olhos insiste em olhar para o lado. Vou a direito mas sempre à espera da curva. Não sou apanhado desprevenido ou pelo menos nunca fui. Sei com o que conto, com quem contar e para onde ir. Adoro dar a confiança, desconfiada.
Um povo contente, o rei sorri, o presidente acena, todos dizem sim, eu assisto. Observo um povo que segue a manada. Observo um rei de cara congelada (só sabe rir). Vejo uma mão do presidente a acenar e outra a fazer figas. Pergunto-lhes porque dizem sim respondem-me porque sim.
Eis que chega outro Rei. Tem um sorriso mais branco. Eis que chega outro Presidente. Tem um acenar mais vigoroso. O povo vira costas, segue a manada. Todos começam a dizer não, para dizer sim aos novos rei e presidente.
Pois. A confiança não se conquista assim. A verdadeira confiança não se conquista assim. Num só gesto, num só sorriso. É um todo. Um saber estar, gerir, lidar, apoiar e confiar…
Eu gosto de ver todos estes reis, todos estes presidentes e todos os hipócritas. Eu não estou lá. Sei o que é a confiança e sei dá-la a quem a merece. Truques de quem observa, de quem lê. De quem dá espaço para que cada um deles caia. É esso o truque de saber em quem confiar. É ser idiota, parecer idiota… Ser paciente, deixar ir e correr... O tempo não mente e o mais fraco é aquele que se acha forte. Dá-lhe a força. Quando ele perceber o quão fraco é já será tarde demais para reagir.
Eu sou assim:
Sei que confio em quem me dá razão para isso.
Sei que dificilmente me conquistam a confiança.
Sei que raramente me engano na desconfiança.
Adoro a confiança que me dá o saber confiar e desconfiar.
Adoro confiar.
Adoro ter gente em quem posso confiar.
Adoro mandar à merda aqueles em quem não confio.
E, aquele em quem não confio, jamais me conseguirá agarrar.
Hoje estou:
Cansado. Agastado. Agoniado. Demasiada confiança já me deu a volta ao estômago.
2011/01/19
Tempo
Não sei do tempo, perdi-o algures no passado. Não tenho tempo para nada e, no entanto, parece que tenho todo o tempo do mundo. Tarefas que vão sendo colocadas para trás, obrigações que vão sendo cumpridas, sonhos que vão sendo alimentados. Tudo ao sabor do tempo, o tempo que perdi e vou perdendo. Não sinto a confiança abalada, muito menos a certeza de paz futura mas tenho uma falsa paciência. Sinto-a a corroer-me os sentidos e vontades. Nunca fui gajo de sobrevivência ou acomodação. Sempre sorvi vida e quero voltar a esse estado. Ter tempo e estabilidade para me entregar à vida. Por enquanto adio, espero... sobrevivo...
Pode ser que, entretanto, o tempo volte a ser tempo.
E não me estou a queixar. Até porque de nada me posso queixar...
Pode ser que, entretanto, o tempo volte a ser tempo.
E não me estou a queixar. Até porque de nada me posso queixar...
2010/12/15
Há dias assim...
Dias em que te questionas. Dias em que perguntas se o problema serás tu, desajustado no meio do aparente ajuste, a ver o que ninguém vê, sensível ao que ninguém sente...
sem ninguém que te compreenda e sem conseguires falar...
tudo uma merda... só queres que alguém te perceba... nada mais. Venha o tempo, venham resoluções, venha o novo dia, o novo ano e pouca merda para me ocupar a cabeça. Irritado, atulhado de merda.
Foi só um berro, já passou.
sem ninguém que te compreenda e sem conseguires falar...
tudo uma merda... só queres que alguém te perceba... nada mais. Venha o tempo, venham resoluções, venha o novo dia, o novo ano e pouca merda para me ocupar a cabeça. Irritado, atulhado de merda.
Foi só um berro, já passou.
2010/11/22
O menino Joãozinho...
- Joãozinho o que queres ser quando fores grande?
- Pulha!
- Pulha???
- Sim! Assim nunca desiludo ninguém pois ninguém está à espera de nada de mim. Serei sempre reconhecido e dar-me-ão sempre valor. Aos outros, só lhes dão valor quando desaparecem pois só aí se sente a falta deles...
- Pulha!
- Pulha???
- Sim! Assim nunca desiludo ninguém pois ninguém está à espera de nada de mim. Serei sempre reconhecido e dar-me-ão sempre valor. Aos outros, só lhes dão valor quando desaparecem pois só aí se sente a falta deles...
2010/09/29
Um texto de Verão
Um dia igual aos outros. Sem menos chuva, menos trovões e menos escuridão. O Inverno. Persistente. Ele já estava habituado, conformado. Olhava pela janela e pensava, deixava-se levar. O som até que era agradável, os olhos já estavam habituados, as pupilas dilatadas, o corpo já não secava e até ajudava a humedecer o coração. Chovia, ele assistia, mas o espaço fechado começava a irritá-lo. Bateu com a porta de casa! Abriu a porta da rua! A chuva escorria-lhe agora pela cara. Que se lixe ele queria andar. Já nada o incomodava.
E andou, olhava para as pessoas, umas à chuva, outras protegidas por guarda-chuvas, outras que nem se arriscavam a sair de casa. Reparou em cada um deles. Os primeiros olhavam, de tempo a tempo o céu, transmitindo um misto de esperança com tristeza… tristes porque o inverno era mais longo que o habitual, esperança quando vislumbravam um raio de sol a tentar furar a escuridão. Paravam, passavam a mão pela cara como se tentassem enxaguar o impossível, suspiravam e recomeçavam a andar. Havia que continuar, podia ser que ao virar da esquina estivesse um beiral de abrigo. Os segundos passavam, indiferentes ao resto do povo, eles estavam bem, respiravam o ar puro e a chuva não os molhava. O seu andar era relaxado, estavam protegidos. Os terceiros. Por detrás das janelas o pavor era evidente. Não tinham guarda-chuva mas também não arriscavam molhar-se. Uma indecisão. O descontentamento por estar fechado era evidente mas a chuva molha. Daí a postura nervosa e os olhos bem abertos. Era mais seguro ver o mundo passar…
Neste pensamento ele continuava caminho, ainda não sabia onde ia. Apetecia-lhe somente caminhar. De repente um carro. Uma poça. O corpo, já molhado, coberto de lama. Não teve tempo de praguejar, ou talvez nem lhe tenha apetecido. Ficou sem saber. Lembrou-se que havia um quarto grupo - os que andavam de carro… não sabiam como estava o tempo, não sentiam o frio, e muito menos a chuva. Teria ele percebido que o havia molhado? Teria sido propositado? Nunca o saberia. Desconfiava mas preferia não acreditar.
Olha que se lixe. Sacudiu as pernas libertando o máximo de lama que podia, olhou em volta, viu que não vinha mais nenhum carro e seguiu caminho. Não era este episódio que o faria desistir da sua caminhada. Avistou um jardim. Porque não? As árvores até davam algum abrigo. Viu um banco, vazio, molhado. Porque não? Até estava cansado… Sentou-se, começou a olhar à volta. Não viu ninguém. Hoje me dia as pessoas já não vão a jardins. Pensou se seria porque não tinham tempo, se porque preferiam aproveitá-lo com outras coisas ou se, simplesmente, já não os viam. Mais uma que ficava sem resposta. Suspirou e aproveitou o momento. Fechou os olhos canalizou as atenções na audição e no tacto. A chuva até que sabia bem e, o som que fazia, relaxante. De repente, algo o perturbou. Um chilrear distante. Um chilrear aflito. Abriu os olhos! Não conseguia ouvir nada. Estaria a visão a roubar-lhe espaço? Estaria a visão a abafar-lhe a audição? Decidiu fechar os olhos. Conseguia ouvir outra vez! Levantou-se e, às apalpadelas, foi caminhando no vazio em direcção ao chilrear. Estava perto, tornou a abrir os olhos. Viu uma andorinha encharcada. Tremia de frio, o peso da água e o frio era de tal ordem que a impedia de voar, de se abrigar. Tentou agarrar-lhe, ela defendeu-se, sacudiu-se e deu-lhe uma bicada na mão. Não doeu. Puxou de um lenço e tentou uma vez mais agarrá-la, sussurrou-lhe palavras, tentou acalmá-la… conquistar-lhe a confiança. Quando por fim a agarrou, reparou que trazia uma margarida presa à asa. Seria a andorinha da primavera? Colocou-a cuidadosamente no bolso, providenciando-lhe o conforto e abrigo necessários, e encaminhou-se apressadamente para casa. Abriu a porta de entrada e estranhamente o espaço não lhe pareceu tão fechado. Puxou a andorinha, limpou-a com um pano seco. Devia ter fome! Só lhe sobrava um pedaço de pão seco e bolorento. Nada mais tinha para lhe oferecer… Decidiu arriscar, desfez o pão em migalhas e estendeu timidamente a mão à andorinha. Ela olhou, mostrou algum receio e por fim deu uma bicada. Ele abriu mais a mão e a andorinha calmamente comeu cada migalha.
Incrível como o tempo havia passado rápido. Tinha que ir dormir. Preparou um abrigo para a andorinha e foi-se deitar. Acordou de manhã com um chilrear alegre, abriu os olhos calmamente e viu a andorinha a voar pelo quarto, vislumbrou um raio de sol a atravessar-lhe a persiana. Levantou-se num ápice, abriu a persiana… o sol brilhava! Queimava-lhe ligeiramente a cara. Rasgou-lhe a face e fez aparecer um sorriso. Abriu a janela! Era tão bom o calor… a andorinha voou… partiu… e voltou!
E andou, olhava para as pessoas, umas à chuva, outras protegidas por guarda-chuvas, outras que nem se arriscavam a sair de casa. Reparou em cada um deles. Os primeiros olhavam, de tempo a tempo o céu, transmitindo um misto de esperança com tristeza… tristes porque o inverno era mais longo que o habitual, esperança quando vislumbravam um raio de sol a tentar furar a escuridão. Paravam, passavam a mão pela cara como se tentassem enxaguar o impossível, suspiravam e recomeçavam a andar. Havia que continuar, podia ser que ao virar da esquina estivesse um beiral de abrigo. Os segundos passavam, indiferentes ao resto do povo, eles estavam bem, respiravam o ar puro e a chuva não os molhava. O seu andar era relaxado, estavam protegidos. Os terceiros. Por detrás das janelas o pavor era evidente. Não tinham guarda-chuva mas também não arriscavam molhar-se. Uma indecisão. O descontentamento por estar fechado era evidente mas a chuva molha. Daí a postura nervosa e os olhos bem abertos. Era mais seguro ver o mundo passar…
Neste pensamento ele continuava caminho, ainda não sabia onde ia. Apetecia-lhe somente caminhar. De repente um carro. Uma poça. O corpo, já molhado, coberto de lama. Não teve tempo de praguejar, ou talvez nem lhe tenha apetecido. Ficou sem saber. Lembrou-se que havia um quarto grupo - os que andavam de carro… não sabiam como estava o tempo, não sentiam o frio, e muito menos a chuva. Teria ele percebido que o havia molhado? Teria sido propositado? Nunca o saberia. Desconfiava mas preferia não acreditar.
Olha que se lixe. Sacudiu as pernas libertando o máximo de lama que podia, olhou em volta, viu que não vinha mais nenhum carro e seguiu caminho. Não era este episódio que o faria desistir da sua caminhada. Avistou um jardim. Porque não? As árvores até davam algum abrigo. Viu um banco, vazio, molhado. Porque não? Até estava cansado… Sentou-se, começou a olhar à volta. Não viu ninguém. Hoje me dia as pessoas já não vão a jardins. Pensou se seria porque não tinham tempo, se porque preferiam aproveitá-lo com outras coisas ou se, simplesmente, já não os viam. Mais uma que ficava sem resposta. Suspirou e aproveitou o momento. Fechou os olhos canalizou as atenções na audição e no tacto. A chuva até que sabia bem e, o som que fazia, relaxante. De repente, algo o perturbou. Um chilrear distante. Um chilrear aflito. Abriu os olhos! Não conseguia ouvir nada. Estaria a visão a roubar-lhe espaço? Estaria a visão a abafar-lhe a audição? Decidiu fechar os olhos. Conseguia ouvir outra vez! Levantou-se e, às apalpadelas, foi caminhando no vazio em direcção ao chilrear. Estava perto, tornou a abrir os olhos. Viu uma andorinha encharcada. Tremia de frio, o peso da água e o frio era de tal ordem que a impedia de voar, de se abrigar. Tentou agarrar-lhe, ela defendeu-se, sacudiu-se e deu-lhe uma bicada na mão. Não doeu. Puxou de um lenço e tentou uma vez mais agarrá-la, sussurrou-lhe palavras, tentou acalmá-la… conquistar-lhe a confiança. Quando por fim a agarrou, reparou que trazia uma margarida presa à asa. Seria a andorinha da primavera? Colocou-a cuidadosamente no bolso, providenciando-lhe o conforto e abrigo necessários, e encaminhou-se apressadamente para casa. Abriu a porta de entrada e estranhamente o espaço não lhe pareceu tão fechado. Puxou a andorinha, limpou-a com um pano seco. Devia ter fome! Só lhe sobrava um pedaço de pão seco e bolorento. Nada mais tinha para lhe oferecer… Decidiu arriscar, desfez o pão em migalhas e estendeu timidamente a mão à andorinha. Ela olhou, mostrou algum receio e por fim deu uma bicada. Ele abriu mais a mão e a andorinha calmamente comeu cada migalha.
Incrível como o tempo havia passado rápido. Tinha que ir dormir. Preparou um abrigo para a andorinha e foi-se deitar. Acordou de manhã com um chilrear alegre, abriu os olhos calmamente e viu a andorinha a voar pelo quarto, vislumbrou um raio de sol a atravessar-lhe a persiana. Levantou-se num ápice, abriu a persiana… o sol brilhava! Queimava-lhe ligeiramente a cara. Rasgou-lhe a face e fez aparecer um sorriso. Abriu a janela! Era tão bom o calor… a andorinha voou… partiu… e voltou!
2010/09/21
2010/09/17
2010/09/15
2010/09/07
É que assim não vamos lá...
Vejo cada vez mais gente com olhos tristes por detrás de um sorriso. Não gosto.
Precisamos claramente de mais filósofos e menos políticos e empresários nesta sociedade. Precisamos de quem nos faça questionar e não de quem nos indique um caminho.
É que assim não vamos lá...
Já acabámos com a Terra agora queremos acabar com a nossa essência. São precisas mais vozes, mais gente a pensar,menos gente a mandar, menos gente a dar espectáculo.
É que assim não vamos lá...
Trabalho, dinheiro, casa, carro... E o resto?
Deixemo-nos de tretas. É urgente que comecemos a olhar para nós próprios,
que comecemos a ver aquilo que realmente nos interessa e o que nos faz feliz.
Está lá bem no fundo, é a nossa essência.
É que assim não vamos lá...
Deixemo-nos de medos. É assim tão difícil para o ser humano enfrentar-se a si próprio? Perceber-se a si próprio? Não entendo um terço dos medos de muita gente. Estão presos. Seguem "aquele" caminho. Traçam-lhe um carreiro e ali vão eles. Já não somos sociedade. Somos uma espécie de formigueiro. Todos ordenados mas sem o melhor de um formigueiro - o espírito de entreajuda e o trabalhar pelo bem comum.
É que assim não vamos lá...
(Inspiração)
Precisamos claramente de mais filósofos e menos políticos e empresários nesta sociedade. Precisamos de quem nos faça questionar e não de quem nos indique um caminho.
É que assim não vamos lá...
Já acabámos com a Terra agora queremos acabar com a nossa essência. São precisas mais vozes, mais gente a pensar,menos gente a mandar, menos gente a dar espectáculo.
É que assim não vamos lá...
Trabalho, dinheiro, casa, carro... E o resto?
Deixemo-nos de tretas. É urgente que comecemos a olhar para nós próprios,
que comecemos a ver aquilo que realmente nos interessa e o que nos faz feliz.
Está lá bem no fundo, é a nossa essência.
É que assim não vamos lá...
Deixemo-nos de medos. É assim tão difícil para o ser humano enfrentar-se a si próprio? Perceber-se a si próprio? Não entendo um terço dos medos de muita gente. Estão presos. Seguem "aquele" caminho. Traçam-lhe um carreiro e ali vão eles. Já não somos sociedade. Somos uma espécie de formigueiro. Todos ordenados mas sem o melhor de um formigueiro - o espírito de entreajuda e o trabalhar pelo bem comum.
É que assim não vamos lá...
(Inspiração)
2010/08/29
Três metros de texto...
(São)É agora 00:24 e vou escrever até que o sono me permita. Apetece-me escrever. Tenho muito para dizer. Não prometo um texto coerente e bem construído. Ligarei o piloto automático e deixarei as palavras fluir. É o que me apetece. Se sair um texto por demais longo e desencorajar aqueles que aqui chegarem, azar, não me interessa. Hoje apetece-me e também tenho direito aos meus momentos de egoísmo.
Acabei agora de ver um filme – the invention of lying - é giro. Uma ideia interessante. Escolhi-o pelo título pois, como quem me conhece bem, tento ler, ver ou ouvir algo que tenha a ver com o meu estado de espírito. É por ele que vou começar este texto desconexo. Si, aviso já, isto vai dar muitas voltas e nem eu as consigo prever. Há uns tempos disseram-me que os textos estavam mais maduros. Mais pensados. Mais coerentes e com ideias mais precisas acerca daquilo que eu sentia. Neste não o posso garantir, posso sim assegurar a mesma intimidade, sinceridade e identidade que marca este blog – a minha. Aparte necessário, voltemos ao filme. Achei interessante o conceito de uma sociedade que pecava pela honestidade, as pessoas eram de tal forma honestas que o mundo se tornava aborrecido. Isto dá que pensar… Entretanto surge um determinado personagem que, face a um sucedâneo de acontecimentos, aprende a mentir. Mentir numa sociedade que só conhece a verdade. Mentir numa sociedade em que nem possui um termo para tal actividade. Arma poderosa pensariam vocês. Tal não aconteceu… totalmente. Tudo bem, transformou-se num Moisés da era moderna mas manteve consciência e, a ideia que passa, é a de que tentou sempre usar a mentira para o bem. O argumento está efectivamente bem construído. Tirando a parte romântica, começa a enojar-me nos filmes… toda a gente sabe que isso morreu. Ou então, simplesmente é usada, nos filmes (e até poderia sublinhar), para que toda a gente diga – “Epah! Isso só acontece nos filmes… “. O filme deu-me muito que pensar, mas uma das coisas que gostava de partilhar convosco foi que me lembrei da minha tia. Uma tia que eu tenho, que já falei a muita gente, e que tem um fé em Deus enorme. Uma tia que sabe que não partilho das mesmas crenças, que me respeita e faz sentir que gosta de mim de uma forma extraordinária. Uma tia com quem adoro ter conversas teológicas porque não é fundamentalista. Ela simplesmente acredita na minha consciência, conhece o meu bom fundo no entanto, eu chamo-lhe consciência ela diz que é Deus. Ou seja, entendemo-nos perfeitamente e falamos a mesma língua ainda que com um vocabulário diferente. Este era um filme que eu gostava que ela visse, talvez lhe ligue amanhã. Hoje senti saudades de falar com ela. Acalma-me sempre o espírito.
Se me permitem um aparte. Só mais um. Agora fui ver o facebook. Lá estava o BR7 em grande, nas suas noites “non stop” pelo Sasha… aprendeu agora a curtir a vida e é algo que devemos respeitar. O que não posso respeitar é a hipocrisia! Passo a explicar… pois é! O nosso “amigo” resolveu colocar uma foto com o Paulo Azevedo (não é o da Sonae, é aquele rapaz deficiente que nunca desistiu e acabou por se reconhecido). Pois bem, nada de mal e, seria até de vangloriar, mas duvido muito que o “senhor” BR7 lá aparecesse se por ventura o rapaz não fosse conhecido. Servindo-me de um pouco de humor negro, apeteceu-me comentar – “Epah BR7, estás em grande… andas a tirar fotos com os deficientes todos. Primeiro o Sócrates depois o Paulo Azevedo. Estarás por ventura a fazer-te a um cargo no APPACDM? Por mim já ganhaste!”. Sim. Esta foi mesmo à Luiz Pacheco mas ando outra vez com este feitio. Desculpem este aparte, mas este é mesmo um daqueles ódios de estimação… e dói-me a alma só de pensar que este é o futuro daquela terra que todos conhecemos…
Assim como quem não quer a coisa, salto outra vez de assunto. Desta vez para contar uma estória. Uma estória que podia ser a tua ou, até mesmo, a minha.
Pois bem, conheci um gajo que estava num trabalho que não realizava totalmente(nade de novo). No entanto, conhecendo esse gajo como o conheço, ele se calhar também é demasiado exigente, com ele e com tudo. Mas pronto, cada qual é como é. Mas continuando, ele lá estava nesse trabalho, reclamando (como é hábito) dele mas já estava acomodado. Estava decidido que por uns tempos era aquilo que queria fazer pois não lhe trazia chatices. Sabia ao que ia na altura e, por isso, aceitou-o. Nunca teve problemas em lidar com as decisões que tomou e todas foram sempre ponderadas apesar de, aparentemente, impulsivas.
(a continuar... fiquei sem paciência)
(continuando)
Entretanto, o suposto destino bate-lhe à porta. Contactam-no e oferecem-lhe aquele tipo de trabalho que ele sempre sonhou. Supostamente desafiante e internacional (com a particularidade de os fins de semana serem passados em Portugal). Algo o fazia hesitar. Ele não conseguia perceber o quê mas decidiu calar essa voz e confiar no destino. Era a hipótese de uma vida. Ele sempre gostou de arriscar e enfiou-se. Chegou lá e nada tinha a ver. Nada do que lhe foi vendido correspondia à realidade e para complicar viu todo o resto do mundo desmoronar-se à sua frente. Ele estava no topo da falésia que ruiu. Sem dó nem piedade viu-se num plano abaixo do nível zero. Já evitava ir almoçar com os colegas do mesmo nível hierárquico para fugir à onda negativa. Todos se queixavam, todos lamentavam todos com o semblante carregado. Era tudo o que ele menos precisava. O tempo passou, ele fincou os pés em terra e decidiu agir. Foi falar com os superiores, aqueles que o entrevistaram e lhe prometeram o mundo e explicou-lhes a sua desmotivação e desilusão. Eles compreenderam, disseram que na altura também eles não sabiam bem o que era o projecto, pediram-lhe paciência, disseram que ficava o registo e que iam tentar mudar ou colocá-lo noutro projecto. Perceberam finalmente que não era ele o único a ter esse sentimento e resolveram falar com os restantes. Isto aconteceu à sensivelmente à um mês e meio. As coisas continuaram iguais e a desmotivação crescia a olhos vistos, a ansiedade pesava e a desilusão tomava conta dele. Tinha de agir pois foi como se tudo tivesse sido enfiado num saco. Não perceberam que com ele as coisas não funcionam a pancadinhas nas costas. Entretanto recebe um telefonema do seu antigo gestor de projecto, ele sabia que ele andava insatisfeito e faz-lhe uma proposta. A proposta era mais vantajosa unicamente a um nível. Ele antigamente estava a três níveis: Trabalhava para a empresa “A”. E a cadeia era A-> B -> C. A proposta que lhe faziam era para ir directamente para a empresa B. A empresa B poupava o que pagava à empresa A e o gestor de projecto (que pertencia à empresa B) ganhava um empregado que já conhecia o negócio e que já tinha dado provas. Decidiu aceitar pois havia perdido a vontade de arriscar num possível projecto que o realizasse mais e ao fim ao cabo, para esta já sabia ao que ia.
(logo termino isto, agora vou para a praia)
(continuando)
Foi então dizer que ia sair e que ia aceitar essa tal proposta. Tentaram demovê-lo. Disseram-lhe coisa como:
- Epah podias ter dito.
- Então mas eu falei convosco à mês e meio, expliquei-vos a minha desmotivação…
- Epah mas não disseste que ias sair…
- Então mas podemos colocar-te noutra área e agendaram uma reunião com o boss ainda maior… (há certas empresas que têm mais gente a mandar do que a trabalhar…)
- Epah e isso de dizeres que já deste a tua palavra ao outro lado… sabes que podes sempre voltar com ela atrás. Eles compreendem. ´
- Tu tens muito valor para nós e gostávamos muito que cá continuasses.
SIM! ESTA É MESMO A MINHA ESTÓRIA!
Bem, lá fui pensar mais um bocado(sendo que a do faltar com a minha palavra me estava a deixar bastante mal…), lá fui à reunião com o outro big boss e muito sinceramente até vou omitir esta reunião. Mas comparo-a a uma reunião de venda da bimby ou um daqueles aspiradores a vapor… Nem à pinta de um vendedor de automóveis conseguiu chegar…
Acabei por decidir e dizer-lhe que ia entregar a carta demissão, que não consegui mais do que quatro semanas pois no outro lado também precisavam de mim. Legalmente, visto ainda estar no período experimental, só tinha que dar duas semanas. Os gestores de projecto disseram que tinham pena mas que se a decisão já estava tomada, então nada havia a fazer. Prontifiquei-me também a ir lá fins de semana caso fosse necessária alguma passagem de conhecimento…
Ora tudo muito bem neste dia, quarta feira passada. Estava mesmo bem disposto por finalmente largar algo que me estava a fazer muito mal e por ter saído a bem, de consciência limpa pois ainda lhe dava mais tempo do que necessário. Uma vez mais abdicava de férias mas tudo bem, o dever profissional falou mais alto…
Ora nessa mesma noite, algo me perturbou. Algo fora do âmbito profissional mas que não me apetece referir agora. O que vos posso dizer foi que foi algo que me fragilizou e muito. Fantasmas…. Nada mais me apetece dizer… e acho que me faço entender a quem de direito!
Mas pronto… acordei pesado. Falamos de quinta-feira. Ora logo pela manhã, o manager, outrora simpático e muito compreensivo resolveu chamar-me para falar. Começou a desbaratar, a dizer que eu tinha mais era que ficar até ao fim do mês. Se eu sabia que tinah que dar um mês à casa… ao que respondi que estava enganado pois até estava a dar mais tempo do que o de lei… e segue-se o resto do discurso:
- Não interessa tu tinhas mais é que ficar até ao fim do mês.
- Mas eu tentei esticar ao máximo. Do outro lado já me queriam para o inicio deste mês e dia 20 foi o máximo que consegui negociar. Posso dizer-te até que abdiquei da ideia de tirar uns dias de férias para mim e tudo. Mais do que isto corria o risco de perder a oportunidade do outro lado…
- Oportunidade? Eu nem chamo a isso oportunidade. É uma merda. Já te disse que é a maior asneira que vais fazer na tua vida. Mas muito sinceramente hoje não estou com paciência para conversas por isso vá…
(e saímos)
Após esta conversa. Este manager foi falar individualmente com todos os outros meus colegas, que já estavam também já enviar currículos e começou a fazer-lhes festinhas e promessas. Não me apeteceu sequer saber mais…
Tudo normal não fosse este manager levar as coisas para o campo pessoal e agora resolver atacar-me…
Nesse mesmo dia à tarde, o gestor de projecto começa a elogiar-me:
- epah boas novas. O João conseguiu despachar isto antes do tempo e conseguimos recuperar inclusive o tempo perdido pelos turcos. Isto vai a bom gás…
Resposta do manager - sim senhora, agora que esse gajo se vai embora é que começa a produzir… - outrora era um valor fundamental para segurar a todo o custo…
Segundo ataque:
- sabes, até estou a pensar em organizar-lhe uma festa de despedida e tudo… ia ele e o Gervásio (oculto o nome por razões óbvias) lá para o outro bar. – para vos situar… este tal de Gervásio é um gestor de projecto que tem uns tiques abichanados e com quem toda a gente passa a vida a gozar (quando ele não está presente, é óbvio).
Entretanto, a ferver, levantei-me para fumar um cigarro e cruzei-me com este “senhor” e fiz questão de mostrar que nºao estava contente, cortando de imediato uma conversa que ele estava a tentar iniciar (suspeito até onde ira parar…).
Chega-se a sexta. Coisas mais ou menos digeridas e decidido a ignorá-lo. Eis que ele chega pela hora do almoço:
- Então? Alguém quer vir almoçar lá abaixo? João queres vir lá? Big John? – recusei e fiquei a pensar que talvez ele se tivesse apercebido do que fez…
Chega-se a tarde:
- Então o Ambrósio(uma vez mais oculto o nome) já preparaste o caldeirão de alcatrão e as penas? – já imaginava o que lá vinha e resolvi ignorar – Estás a ouvir João? Sabes que é isso que fazemos aos batoteiros… mas pensando melhor… acho que o teu novo trabalho já vai ser castigo suficiente… podemos dispensar-te disso… - uma vez mais, não comentei…
Confesso que já não me incomodou tanto… pois desta vez já estava preparado.
Guardei então este fim de semana para mim e evitei uma outra situação que poderia destabilizar-me por completo. Pensei. Aconselhei-me com alguns amigos. Uns dizem para ignorar, outros dizem para lhe responder sempre mantendo a educação e a postura.
Acho que lhe vou responder. Vou ser directo e sem meias palavras. Já percebi que este “senhor” nunca tinha apanhado ninguém que lhe fizesse frente e foi isso que o feriu. Um frustrado que gosta de apagar as suas frustrações no trabalho. Já agora foi este mesmo senhor que me disse para não dar tanto valor à minha palavra… que as pessoas compreendiam. Quem me pede algo assim, é porque também não dá valor à sua. Hoje tenho a certeza que sair dali foi a melhor decisão. Ir para ali foi um dos piores erros da minha vida que parece que nesse preciso momento entrou em colapso. Um efeito tipo “buterfly effect” em que tudo se desmoronou. Felizmente não fiquei parado.
Moral da estória:
Esquece a ética, esquece o pensar nos outros primeiro que em ti. Estás numa sociedade sem valores.
Agora venha a estabilidade.
Acabei agora de ver um filme – the invention of lying - é giro. Uma ideia interessante. Escolhi-o pelo título pois, como quem me conhece bem, tento ler, ver ou ouvir algo que tenha a ver com o meu estado de espírito. É por ele que vou começar este texto desconexo. Si, aviso já, isto vai dar muitas voltas e nem eu as consigo prever. Há uns tempos disseram-me que os textos estavam mais maduros. Mais pensados. Mais coerentes e com ideias mais precisas acerca daquilo que eu sentia. Neste não o posso garantir, posso sim assegurar a mesma intimidade, sinceridade e identidade que marca este blog – a minha. Aparte necessário, voltemos ao filme. Achei interessante o conceito de uma sociedade que pecava pela honestidade, as pessoas eram de tal forma honestas que o mundo se tornava aborrecido. Isto dá que pensar… Entretanto surge um determinado personagem que, face a um sucedâneo de acontecimentos, aprende a mentir. Mentir numa sociedade que só conhece a verdade. Mentir numa sociedade em que nem possui um termo para tal actividade. Arma poderosa pensariam vocês. Tal não aconteceu… totalmente. Tudo bem, transformou-se num Moisés da era moderna mas manteve consciência e, a ideia que passa, é a de que tentou sempre usar a mentira para o bem. O argumento está efectivamente bem construído. Tirando a parte romântica, começa a enojar-me nos filmes… toda a gente sabe que isso morreu. Ou então, simplesmente é usada, nos filmes (e até poderia sublinhar), para que toda a gente diga – “Epah! Isso só acontece nos filmes… “. O filme deu-me muito que pensar, mas uma das coisas que gostava de partilhar convosco foi que me lembrei da minha tia. Uma tia que eu tenho, que já falei a muita gente, e que tem um fé em Deus enorme. Uma tia que sabe que não partilho das mesmas crenças, que me respeita e faz sentir que gosta de mim de uma forma extraordinária. Uma tia com quem adoro ter conversas teológicas porque não é fundamentalista. Ela simplesmente acredita na minha consciência, conhece o meu bom fundo no entanto, eu chamo-lhe consciência ela diz que é Deus. Ou seja, entendemo-nos perfeitamente e falamos a mesma língua ainda que com um vocabulário diferente. Este era um filme que eu gostava que ela visse, talvez lhe ligue amanhã. Hoje senti saudades de falar com ela. Acalma-me sempre o espírito.
Se me permitem um aparte. Só mais um. Agora fui ver o facebook. Lá estava o BR7 em grande, nas suas noites “non stop” pelo Sasha… aprendeu agora a curtir a vida e é algo que devemos respeitar. O que não posso respeitar é a hipocrisia! Passo a explicar… pois é! O nosso “amigo” resolveu colocar uma foto com o Paulo Azevedo (não é o da Sonae, é aquele rapaz deficiente que nunca desistiu e acabou por se reconhecido). Pois bem, nada de mal e, seria até de vangloriar, mas duvido muito que o “senhor” BR7 lá aparecesse se por ventura o rapaz não fosse conhecido. Servindo-me de um pouco de humor negro, apeteceu-me comentar – “Epah BR7, estás em grande… andas a tirar fotos com os deficientes todos. Primeiro o Sócrates depois o Paulo Azevedo. Estarás por ventura a fazer-te a um cargo no APPACDM? Por mim já ganhaste!”. Sim. Esta foi mesmo à Luiz Pacheco mas ando outra vez com este feitio. Desculpem este aparte, mas este é mesmo um daqueles ódios de estimação… e dói-me a alma só de pensar que este é o futuro daquela terra que todos conhecemos…
Assim como quem não quer a coisa, salto outra vez de assunto. Desta vez para contar uma estória. Uma estória que podia ser a tua ou, até mesmo, a minha.
Pois bem, conheci um gajo que estava num trabalho que não realizava totalmente(nade de novo). No entanto, conhecendo esse gajo como o conheço, ele se calhar também é demasiado exigente, com ele e com tudo. Mas pronto, cada qual é como é. Mas continuando, ele lá estava nesse trabalho, reclamando (como é hábito) dele mas já estava acomodado. Estava decidido que por uns tempos era aquilo que queria fazer pois não lhe trazia chatices. Sabia ao que ia na altura e, por isso, aceitou-o. Nunca teve problemas em lidar com as decisões que tomou e todas foram sempre ponderadas apesar de, aparentemente, impulsivas.
(a continuar... fiquei sem paciência)
(continuando)
Entretanto, o suposto destino bate-lhe à porta. Contactam-no e oferecem-lhe aquele tipo de trabalho que ele sempre sonhou. Supostamente desafiante e internacional (com a particularidade de os fins de semana serem passados em Portugal). Algo o fazia hesitar. Ele não conseguia perceber o quê mas decidiu calar essa voz e confiar no destino. Era a hipótese de uma vida. Ele sempre gostou de arriscar e enfiou-se. Chegou lá e nada tinha a ver. Nada do que lhe foi vendido correspondia à realidade e para complicar viu todo o resto do mundo desmoronar-se à sua frente. Ele estava no topo da falésia que ruiu. Sem dó nem piedade viu-se num plano abaixo do nível zero. Já evitava ir almoçar com os colegas do mesmo nível hierárquico para fugir à onda negativa. Todos se queixavam, todos lamentavam todos com o semblante carregado. Era tudo o que ele menos precisava. O tempo passou, ele fincou os pés em terra e decidiu agir. Foi falar com os superiores, aqueles que o entrevistaram e lhe prometeram o mundo e explicou-lhes a sua desmotivação e desilusão. Eles compreenderam, disseram que na altura também eles não sabiam bem o que era o projecto, pediram-lhe paciência, disseram que ficava o registo e que iam tentar mudar ou colocá-lo noutro projecto. Perceberam finalmente que não era ele o único a ter esse sentimento e resolveram falar com os restantes. Isto aconteceu à sensivelmente à um mês e meio. As coisas continuaram iguais e a desmotivação crescia a olhos vistos, a ansiedade pesava e a desilusão tomava conta dele. Tinha de agir pois foi como se tudo tivesse sido enfiado num saco. Não perceberam que com ele as coisas não funcionam a pancadinhas nas costas. Entretanto recebe um telefonema do seu antigo gestor de projecto, ele sabia que ele andava insatisfeito e faz-lhe uma proposta. A proposta era mais vantajosa unicamente a um nível. Ele antigamente estava a três níveis: Trabalhava para a empresa “A”. E a cadeia era A-> B -> C. A proposta que lhe faziam era para ir directamente para a empresa B. A empresa B poupava o que pagava à empresa A e o gestor de projecto (que pertencia à empresa B) ganhava um empregado que já conhecia o negócio e que já tinha dado provas. Decidiu aceitar pois havia perdido a vontade de arriscar num possível projecto que o realizasse mais e ao fim ao cabo, para esta já sabia ao que ia.
(logo termino isto, agora vou para a praia)
(continuando)
Foi então dizer que ia sair e que ia aceitar essa tal proposta. Tentaram demovê-lo. Disseram-lhe coisa como:
- Epah podias ter dito.
- Então mas eu falei convosco à mês e meio, expliquei-vos a minha desmotivação…
- Epah mas não disseste que ias sair…
- Então mas podemos colocar-te noutra área e agendaram uma reunião com o boss ainda maior… (há certas empresas que têm mais gente a mandar do que a trabalhar…)
- Epah e isso de dizeres que já deste a tua palavra ao outro lado… sabes que podes sempre voltar com ela atrás. Eles compreendem. ´
- Tu tens muito valor para nós e gostávamos muito que cá continuasses.
SIM! ESTA É MESMO A MINHA ESTÓRIA!
Bem, lá fui pensar mais um bocado(sendo que a do faltar com a minha palavra me estava a deixar bastante mal…), lá fui à reunião com o outro big boss e muito sinceramente até vou omitir esta reunião. Mas comparo-a a uma reunião de venda da bimby ou um daqueles aspiradores a vapor… Nem à pinta de um vendedor de automóveis conseguiu chegar…
Acabei por decidir e dizer-lhe que ia entregar a carta demissão, que não consegui mais do que quatro semanas pois no outro lado também precisavam de mim. Legalmente, visto ainda estar no período experimental, só tinha que dar duas semanas. Os gestores de projecto disseram que tinham pena mas que se a decisão já estava tomada, então nada havia a fazer. Prontifiquei-me também a ir lá fins de semana caso fosse necessária alguma passagem de conhecimento…
Ora tudo muito bem neste dia, quarta feira passada. Estava mesmo bem disposto por finalmente largar algo que me estava a fazer muito mal e por ter saído a bem, de consciência limpa pois ainda lhe dava mais tempo do que necessário. Uma vez mais abdicava de férias mas tudo bem, o dever profissional falou mais alto…
Ora nessa mesma noite, algo me perturbou. Algo fora do âmbito profissional mas que não me apetece referir agora. O que vos posso dizer foi que foi algo que me fragilizou e muito. Fantasmas…. Nada mais me apetece dizer… e acho que me faço entender a quem de direito!
Mas pronto… acordei pesado. Falamos de quinta-feira. Ora logo pela manhã, o manager, outrora simpático e muito compreensivo resolveu chamar-me para falar. Começou a desbaratar, a dizer que eu tinha mais era que ficar até ao fim do mês. Se eu sabia que tinah que dar um mês à casa… ao que respondi que estava enganado pois até estava a dar mais tempo do que o de lei… e segue-se o resto do discurso:
- Não interessa tu tinhas mais é que ficar até ao fim do mês.
- Mas eu tentei esticar ao máximo. Do outro lado já me queriam para o inicio deste mês e dia 20 foi o máximo que consegui negociar. Posso dizer-te até que abdiquei da ideia de tirar uns dias de férias para mim e tudo. Mais do que isto corria o risco de perder a oportunidade do outro lado…
- Oportunidade? Eu nem chamo a isso oportunidade. É uma merda. Já te disse que é a maior asneira que vais fazer na tua vida. Mas muito sinceramente hoje não estou com paciência para conversas por isso vá…
(e saímos)
Após esta conversa. Este manager foi falar individualmente com todos os outros meus colegas, que já estavam também já enviar currículos e começou a fazer-lhes festinhas e promessas. Não me apeteceu sequer saber mais…
Tudo normal não fosse este manager levar as coisas para o campo pessoal e agora resolver atacar-me…
Nesse mesmo dia à tarde, o gestor de projecto começa a elogiar-me:
- epah boas novas. O João conseguiu despachar isto antes do tempo e conseguimos recuperar inclusive o tempo perdido pelos turcos. Isto vai a bom gás…
Resposta do manager - sim senhora, agora que esse gajo se vai embora é que começa a produzir… - outrora era um valor fundamental para segurar a todo o custo…
Segundo ataque:
- sabes, até estou a pensar em organizar-lhe uma festa de despedida e tudo… ia ele e o Gervásio (oculto o nome por razões óbvias) lá para o outro bar. – para vos situar… este tal de Gervásio é um gestor de projecto que tem uns tiques abichanados e com quem toda a gente passa a vida a gozar (quando ele não está presente, é óbvio).
Entretanto, a ferver, levantei-me para fumar um cigarro e cruzei-me com este “senhor” e fiz questão de mostrar que nºao estava contente, cortando de imediato uma conversa que ele estava a tentar iniciar (suspeito até onde ira parar…).
Chega-se a sexta. Coisas mais ou menos digeridas e decidido a ignorá-lo. Eis que ele chega pela hora do almoço:
- Então? Alguém quer vir almoçar lá abaixo? João queres vir lá? Big John? – recusei e fiquei a pensar que talvez ele se tivesse apercebido do que fez…
Chega-se a tarde:
- Então o Ambrósio(uma vez mais oculto o nome) já preparaste o caldeirão de alcatrão e as penas? – já imaginava o que lá vinha e resolvi ignorar – Estás a ouvir João? Sabes que é isso que fazemos aos batoteiros… mas pensando melhor… acho que o teu novo trabalho já vai ser castigo suficiente… podemos dispensar-te disso… - uma vez mais, não comentei…
Confesso que já não me incomodou tanto… pois desta vez já estava preparado.
Guardei então este fim de semana para mim e evitei uma outra situação que poderia destabilizar-me por completo. Pensei. Aconselhei-me com alguns amigos. Uns dizem para ignorar, outros dizem para lhe responder sempre mantendo a educação e a postura.
Acho que lhe vou responder. Vou ser directo e sem meias palavras. Já percebi que este “senhor” nunca tinha apanhado ninguém que lhe fizesse frente e foi isso que o feriu. Um frustrado que gosta de apagar as suas frustrações no trabalho. Já agora foi este mesmo senhor que me disse para não dar tanto valor à minha palavra… que as pessoas compreendiam. Quem me pede algo assim, é porque também não dá valor à sua. Hoje tenho a certeza que sair dali foi a melhor decisão. Ir para ali foi um dos piores erros da minha vida que parece que nesse preciso momento entrou em colapso. Um efeito tipo “buterfly effect” em que tudo se desmoronou. Felizmente não fiquei parado.
Moral da estória:
Esquece a ética, esquece o pensar nos outros primeiro que em ti. Estás numa sociedade sem valores.
Agora venha a estabilidade.
Espiral Medula
Perfumes que perduram
Lembranças que queres esquecer
Alma que queres acalmar
Suspiras
Questionas
Suspiras
Esforças-te por entender
Recusas-te a morrer
Preferes renascer
Lutas
Questionas
Lutas
Passeias, viajas
Mas não sais do mesmo sitio
O corpo não se liga à mente
Sonhas
Questionas
Sonhas
mentir à mente
A mente não deixa
Até contigo és demasiado honesto
Olhas para o tempo
Questionas
Olhas para o tempo
Entretanto…
Começas a escapar-te…
e batem-te à porta
Questionas…
Os nervos assolam-te,
Os perfumes perduram.
Lembranças que queres esquecer
Alma que queres acalmar
Suspiras
Questionas
Suspiras
Esforças-te por entender
Recusas-te a morrer
Preferes renascer
Lutas
Questionas
Lutas
Passeias, viajas
Mas não sais do mesmo sitio
O corpo não se liga à mente
Sonhas
Questionas
Sonhas
mentir à mente
A mente não deixa
Até contigo és demasiado honesto
Olhas para o tempo
Questionas
Olhas para o tempo
Entretanto…
Começas a escapar-te…
e batem-te à porta
Questionas…
Os nervos assolam-te,
Os perfumes perduram.
2010/08/20
Depois da tempestade
Força pah! Decide-te! Deita fora a ética pois sabes que vais encontrar a estabilidade. este não foi o vento que o soprou, foste tu que o procuraste. Não te realiza totalmente mas já sabes ao que vais e terás tempo para o teu projecto. Esse sim deixar-te-á realizado. À semelhança do Miguel Veloso, também eu gosto de falar na terceira pessoa.
2010/08/19
Um comentário... já ninguém lê isto por isso posso dizer a porra que me apetecer
Quero começar aproveitar o oxigénio que respiro e não fazer disso um acto reflexo.
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